Caminhoneiros estão em estado de greve e aguardam negociações com o governo

Decisão sobre o início oficial de uma greve dos caminhoneiros deve ser tomada até esta quinta-feira (26) e depende de reuniões com governo.

Caminhoneiros estão em estado de greve e aguardam negociações com o governo
Foto: reprodução/ Agência Brasil

As entidades ligadas aos caminhoneiros decidiram permanecer sob estado de greve, o que significa que estão em com um alerta aprovado em assembleia sinalizando que podem paralisar as atividades a qualquer momento. A classe estabeleceu esta quinta-feira (26) como data limite para definir o início de uma greve ou não.

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A decisão de esperar esta semana para definir início de uma greve foi tomada na sede do Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista), em Santos (SP), na última quinta-feira (19). O prazo existe para que representantes dos caminhoneiros consigam fazer negociações com o governo federal.

De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ao longo desta semana ele receberá representantes da classe para discutir as exigências.

Reivindicações dos caminhoneiros durante o estado de greve

O principal motivo das caminhoneiros terem iniciado o estado de greve é a alta no valor do diesel causada pelo conflito no Oriente Médio. Além disso, surgem reclamações sobre flexibilidade nas normas e baixa fiscalização de contratantes.

Como resultado, na semana passada, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.343/2026, que reforça as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. As entidades ligadas aos caminhoneiros receberam bem a proposta como uma forma de evitar a greve.

Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) disse que os caminhoneiros suspenderam a paralisação por conta medida. No entanto, eles consideram que ainda há pontos em aberto e querem negociar o que falta até esta quinta-feira.

A medida busca ampliar a proteção aos caminhoneiros, garantir maior transparência nas operações e endurecer a fiscalização sobre contratantes e empresas do setor.

 

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*Com informações Banda B.