Motorista carreteiro poderá ter piso salarial de R$ 5 mil em todo o Brasil
Proposta em análise na Câmara dos Deputados quer garantir remuneração mínima nacional para profissionais que passam dias longe de casa.
O debate sobre a valorização dos motoristas profissionais ganhou um novo capítulo na Câmara dos Deputados. Um projeto de lei em tramitação propõe a criação de um piso salarial nacional de R$ 5.000,00 mensais para motoristas carreteiros que atuam no transporte rodoviário de cargas em rotas de longa distância.
A proposta surge como uma tentativa de unificar e elevar os ganhos da categoria, que hoje variam drasticamente dependendo da região do país e dos acordos coletivos locais.
Quem terá direito ao piso?
De acordo com o texto da proposta, o piso de R$ 5 mil será destinado especificamente aos motoristas empregados (com carteira assinada) que preencham os seguintes requisitos:
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Atuem na condução de veículos de grande porte (carretas e composições pesadas);
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Realizem viagens de longa distância (geralmente consideradas aquelas acima de 500 quilômetros);
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Permaneçam fora de sua base operacional ou de sua residência por um período superior a 24 horas.
A medida visa compensar o desgaste físico e o isolamento familiar enfrentados por esses profissionais, que costumam passar dias ou semanas vivendo na boleia dos caminhões para garantir o abastecimento do país.
O cenário atual do setor
Atualmente, o piso salarial dos motoristas de caminhão é definido por sindicatos regionais em convenções coletivas de trabalho. A média base nacional gira em torno de R$ 2.500 a R$ 3.800. Embora os motoristas de longa distância costumem receber valores adicionais — como diárias de viagem, comissões por produtividade e adicionais de periculosidade —, as lideranças da categoria argumentam que o salário-base fixo baixo prejudica o trabalhador na hora do cálculo de benefícios como férias, décimo terceiro e aposentadoria.
A fixação de uma base nacional de R$ 5 mil blindaria o trabalhador de remunerações iniciais defasadas, proibindo que qualquer acordo ou convenção estabeleça um valor inferior.
Reações e próximos passos
O projeto é visto com grande entusiasmo pelos motoristas e sindicatos da categoria, que apontam a urgência de tornar a profissão atraente novamente para conter o apagão de mão de obra qualificada no setor de transportes. Por outro lado, o setor patronal e as empresas de transporte devem levantar debates sobre o impacto financeiro da medida nos custos do frete e, consequentemente, na inflação dos produtos que circulam pelo país.
A proposta segue os ritos normais de tramitação nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados, onde passará por discussões e votações antes de ser encaminhada ao Senado Federal e à sanção presidencial.
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Fonte de referência: Blog do Caminhoneiro







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